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o diário das amantes

30 de ago.
1 min de leitura

Atualizado: 3 de set.

Estela de Assis, Igor Santos e Rebecca Di Pardi



​​Há momentos que o magnífico sopro divino da vida, se faz bendito até mesmo em tardes despretensiosas. O mais simples caminhar e respirar, são transfigurados em singularidades admiráveis para o olhar atento.


Existe uma felicidade silenciosa em entrar em um sebo sem pressa. O cheiro de papel envelhecido, as pilhas tortas de livros esquecidos, uma capa desbotada que, por algum motivo, pede para ser aberta. Não existe algoritmo apontando o caminho. Só você e o acaso. E, vez ou outra, o acaso sabe exatamente onde tocar. Mas para um certo rapaz, um simples encontro com aquele diário claramente mudaria sua perspectiva sobre felicidades silenciosas.


A leitura desse diário, era o equivalente a um livro escrito por Clarice Lispector. A cada palavra lida, o jovem ficava mais fascinado por essa história de amor, escrito como se fosse um segredo que ficava somente entre o papel, a caneta e quem redige. Não há condicionamentos errantes, apenas o ser, que é libertado pelo sagrado mais profano, não apenas liberado pela volúpia, mas, pelo se permitir.

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