Dolls and the City
- Ruan Coelho
- há 5 dias
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Estella, Rebecca e Igor
Além da sede incessante pela vida e pelo amor, há um dom divino ao qual apenas pessoas como nós têm acesso: a possibilidade de nos criarmos. Normalmente, outras pessoas que não se encaixam em nossa categoria tendem a nos temer, às vezes por criarem conceitos precipitados a partir de tudo aquilo que nos rodeia, ou pelo receio ou encanto que nossos corpos podem transparecer.
Perante as terríveis circunstâncias que atravessam o cotidiano e o destino de mulheres como nós, ganhamos da vida a oportunidade de ocupar os espaços e recriar caminhos com mais aptidão.
O prazer sexual e a codependência são espectros enraizados no imaginário que nos aprisiona. Mas transfiguramos isso em autonomia contemporânea. O prazer brota em conjunto, trazendo à tona aquela sensação feminina tão boa que é o ser tão mulher.
Somos uma apoteose que eventualmente pode causar furor, principalmente quando acendemos um cigarro no corpo, mas, ao contrário do que afirma Erasmo, não estamos enganando a zoom de ninguém. Porém, é de certa verdade que somos uma "super vitamina pros reflexos, tão complexos de ambos os sexos", pois não há nada mais feminino que o mistério.































